
José da Costa Carvalho (1796-1860) atuou como Juiz de Paz da freguesia da Sé, na cidade de São Paulo, em 1829.
Natural da Bahia, ele estudou na Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra e, ao retornar ao Brasil, foi nomeado para os cargos de Juiz de Fora e Ouvidor da Comarca de São Paulo.
Em 1823, representou a Bahia na Assembleia Geral, Constituinte e Legislativa do Império. No ano seguinte, passou a compor o Conselho de Presidência da Província de São Paulo, órgão que funcionou entre 1824 e 1834.
Também representou a Bahia na Câmara dos Deputados, sendo eleito deputado geral em duas legislaturas (1826-1829 e 1830-1831).
Ao lado de Francisco de Lima e Silva e de João Bráulio Muniz, compôs a Regência Trina Permanente (1831-1835), formada após a Abdicação de D. Pedro I.
Foi diretor da Faculdade de Direito de São Paulo (1835-1836) e nomeado Presidente dessa Província em 1842.
De 1848 a 1852 ocupou o posto de Ministro da Secretaria de Estado dos Negócios do Império.
Foi ainda membro do Instituto Histórico e Geográfico do Império e da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional. Foi presidente e fundador da Sociedade de Estatística do Brasil.
Fundou também o periódico Farol Paulistano (1827-1832) e escreveu as Instruções para os trabalhos do reconhecimento e exploração do rio de S. Francisco em todo seu longo curso (1852).
Recebeu o título de Marquês de Monte Alegre em 1854.