
Antônio Paes de Barros (1791-1876) atuou como Juiz de Paz na então Vila de Itu, na província de São Paulo, entre 1828 e 1829.
Natural de Itu, o futuro 1º Barão de Piracicaba era filho de Antônio de Barros Penteado. Casou-se com Gertrudes Eufrosina Aires de Aguiar, irmã de Rafael Tobias de Aguiar, que foi Presidente da Província de São Paulo.
Barros participou das Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, chegando em Lisboa em fevereiro de 1822 com outros deputados da província de São Paulo, como Carlos Antonio Ribeiro de Andrada Machado e Silva e o padre Diogo Feijó.
Ele foi membro suplente do Conselho de Presidência, membro efetivo do Conselho Geral da Província de São Paulo e tomou assento como deputado-geral por São Paulo em 1830.
Ele teria incentivado a cultura cafeeira e chegou a investir capitais no ramo têxtil.
Obteve o título de barão em 1854.
Casos – No início do mês de março de 1829, o Juiz de Paz da vila de Itu (possivelmente Paes de Barros) recebeu diversas orientações do Presidente da Província de São Paulo sobre como lidar com os escravos que usavam armas e perturbavam o “sossego público”. Trata-se de uma das primeiras instruções a esses magistrados após a aprovação da lei que criou o cargo, em outubro de 1827, e um documento importante para entender a presença da escravidão de africanos e descendentes na rotina das autoridades com funções policiais no Brasil dessa época.
As instruções sobre as “desordens” na vila de Itu podem ser lidas aqui.